Cetesb alerta: praias impróprias em São Vicente e Santos

aerial photo of buildings under blue sky at daytime Foto: Draga Work (Unsplash)

Condições de balneabilidade nas praias de São Paulo

As cidades litorâneas de São Vicente, Santos e Praia Grande, que estão entre as mais próximas da capital paulista, concentram a maior parte das praias consideradas impróprias para banhos de mar. Esse dado alarmante foi divulgado no boletim de balneabilidade da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). De acordo com a análise, a Baixada Santista possui 15 praias impróprias, enquanto outras nove praias localizadas no Litoral Norte também não são recomendadas para o banho de mar.

No município de São Vicente, três das seis praias estão classificadas como impróprias. Em Santos, quatro das sete praias apresentam condições inadequadas para banho. Já na Praia Grande, cinco das doze praias são consideradas impróprias. O Guarujá conta com duas praias, de um total de sete, que exigem cuidados. Itanhaém, por sua vez, tem uma praia imprópria para banho, entre suas doze.

Monitoramento e higienização das águas

Voltando ao Litoral Norte, é possível encontrar uma praia imprópria em São Sebastião, duas em Caraguatatuba, três em Ilhabela e mais três em Ubatuba, entre as 105 praias monitoradas na região. No boletim mais recente da Cetesb, 151 praias do estado foram classificadas como próprias para banho, mas a situação das impróprias é uma preocupação constante.

A condição negativa de muitas praias persiste por décadas e é resultado da falta de infraestrutura sanitária adequada, que não consegue lidar com o aumento das emissões de esgoto, especialmente durante o período de férias, quando as regiões recebem um grande número de turistas. Claudia Lamparelli, gerente do Setor de Águas Litorâneas da Cetesb, ressalta a importância do monitoramento: “A água aparentemente limpa pode estar imprópria. Por isso, o monitoramento é essencial para orientar a população e apoiar a gestão pública”.

Impactos das bactérias na saúde

As medições realizadas pela Cetesb têm foco na presença de Enterococos, um tipo de bactéria que funciona como marcador da presença de esgoto na água. Essas bactérias são comuns no trato gastrointestinal humano e de diversos animais domésticos. Uma alta concentração de Enterococos pode aumentar o risco de doenças de pele, diarreias e outras infecções. A Cetesb estabelece que uma praia é considerada imprópria quando duas ou mais amostras de água das últimas cinco semanas superam 100 colônias de Enterococos para cada 100 mililitros, ou quando a coleta mais recente ultrapassa 400 colônias por 100 ml.

A coleta de amostras é realizada semanalmente em pontos predeterminados, a cerca de um metro de profundidade, para garantir a padronização dos resultados. Além disso, a Cetesb recomenda que os banhistas evitem o banho de mar por pelo menos 24 horas após chuvas fortes, mesmo em praias que estão classificadas como próprias.

“Canais, rios e córregos que deságuam na praia também devem ser evitados, pois podem receber esgoto irregular”, alerta o órgão.

De acordo com a secretaria de saúde, águas contaminadas podem expor os banhistas a bactérias, vírus e protozoários que causam doenças. Crianças, idosos e pessoas com baixa imunidade são as mais suscetíveis a desenvolver doenças ou infecções após o contato com essas águas contaminadas.

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    Jaqueline Silva é produtora de conteúdo no i9artigos.com, especializada em política, atualidades e fatos curiosos do mundo. Com olhar analítico e habilidade em transformar informações complexas em explicações acessíveis, ela acompanha diariamente os principais acontecimentos nacionais e internacionais para oferecer conteúdo confiável, contextualizado e relevante. Sua produção combina pesquisa rigorosa, atenção a detalhes e compromisso com a clareza, ajudando o leitor a compreender temas importantes e as tendências que moldam a sociedade.

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