Uma História de Amor e Música
O Bloco Céu na Terra, fundado no final dos anos 1990, construiu uma identidade reconhecível ao longo de 25 anos. Localizado em Santa Teresa, um bairro icônico do Rio de Janeiro, o bloco surgiu em um período de revitalização do carnaval de rua, tornando-se um fenômeno de massa.
Em 2026, o bloco homenageia Jorge Ben Jor, um dos maiores ícones da música brasileira. Suas composições vibrantes fazem parte da trilha sonora do carnaval. O desfile inaugural ocorrerá às 7h, com repetição no Sábado de Carnaval, no Largo dos Guimarães. “O Jorge Ben é muito querido, sua música é cheia de energia e combina totalmente com o Céu na Terra”, afirma Péricles Monteiro, um dos fundadores.
Uma Celebração Coletiva
O Céu na Terra já prestou tributo a artistas como Milton Nascimento e Rita Lee. A homenagem a Jorge Ben Jor incluirá um grande boneco do artista e uma arte especial criada pelo DJ Zod. O repertório do bloco inclui sucessos como Chove Chuva, Menina Mulher da Pele Preta, e Taj Mahal, além de marchinhas e sambas. Durante o desfile, haverá paradas artísticas, conhecidas como “estações”, para promover a interação entre foliões.
Desafios do Carnaval de Rua
A trajetória do Céu na Terra enfrenta desafios, especialmente com a expansão do carnaval de rua. Santa Teresa, com suas ruas estreitas, lida com a ocupação intensa por blocos não oficiais, gerando tensões com os moradores. Um abaixo-assinado foi criado solicitando melhor organização durante o carnaval.
O carnaval deve ser um espaço de celebração, mas a convivência pacífica entre a festa e a vida urbana é essencial. A gestora cultural Ingrid Reis destaca a importância de regulamentar novos blocos, enquanto se valoriza os tradicionais. O pesquisador Victor Belart alerta que a ausência de regras pode comprometer a festa. O Céu na Terra, ao celebrar seus 25 anos, simboliza não apenas alegria, mas também a necessidade de um diálogo entre tradição e convivência no carnaval carioca.