Intensificação das buscas no Maranhão
A Polícia Civil do Maranhão intensificou os esforços para encontrar as crianças Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, que desapareceram no dia 4 de janeiro no quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal (MA). Após mais de três semanas de buscas, as operações se concentram na mata densa e nas margens do Rio Mearim, onde cães farejadores indicaram a presença das crianças.
O secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, informou que as buscas estão sendo realizadas em áreas de difícil acesso, como matas, rios e lagos, enquanto a investigação avança. Ele ressaltou a importância de manter a confidencialidade sobre os detalhes do caso para não prejudicar o trabalho das autoridades.
Denúncias e fake news complicam a situação
Na segunda-feira (26), Martins comentou sobre uma denúncia sobre o possível paradeiro das crianças em São Paulo, classificando-a como falsa. Ele criticou a disseminação de notícias falsas, que aumentam a dor da família e complicam a investigação. “A equipe de investigação atuou em cooperação com a Polícia Civil do estado, mas a informação não se confirmou”, disse o secretário.
Martins pediu cautela ao compartilhar informações sobre o caso, alertando que qualquer informação não confirmada é falsa. Até o momento, todos os ouvidos na investigação estão sendo tratados como testemunhas.
O desaparecimento e o papel do primo
O desaparecimento ocorreu quando Ágatha e Allan saíram para brincar. Três dias depois, o primo Anderson Kauan, de 8 anos, foi encontrado após ter sido deixado por eles enquanto buscava ajuda. Ele foi localizado por carroceiros em uma estrada próxima ao povoado Santa Rosa.
A busca abrange uma área de aproximadamente 54 quilômetros quadrados, com vegetação densa e terreno irregular, incluindo açudes e o Rio Mearim. Na última quarta-feira (21), Anderson participou das buscas, após receber alta hospitalar, e mostrou aos policiais o caminho que percorreu com os primos até uma cabana abandonada.
Militares da Marinha foram acionados para usar um sonar que permite a varredura do fundo do Rio Mearim em busca de vestígios das crianças. O secretário Martins destacou que as operações continuam, priorizando a varredura do leito do rio e a assistência de mergulhadores do Corpo de Bombeiros. A comunidade de São Sebastião dos Pretos aguarda ansiosamente por notícias sobre o desfecho dessa situação angustiante.