Adolescente de 13 anos morre após ataque de tubarão em Olinda
Na tarde de sexta-feira, 30 de janeiro de 2026, o corpo de Deivison Rocha Dantas, um adolescente de apenas 13 anos, foi sepultado em Olinda, na região metropolitana do Recife. O jovem foi vítima de um ataque de tubarão na quinta-feira anterior e chegou ao serviço médico sem vida. O caso chocou a comunidade local e gerou um intenso debate sobre a segurança nas praias.
Detalhes do ataque
De acordo com o Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit), a espécie envolvida no ataque é possivelmente o tubarão-cabeça-chata (Carcharhinus leucas). A lesão fatal na coxa direita de Dantas tinha um diâmetro de 33 cm, com características típicas dessa espécie.
Características do tubarão-cabeça-chata
O Cemit detalhou que a ferida encontrada na vítima era compatível com o padrão de dentição do gênero Carcharhinus, especialmente do tubarão-cabeça-chata. Este tipo de tubarão prefere ambientes costeiros e estuarinos, o que aumenta a preocupação das autoridades locais.
Histórico de incidentes
Desde 1992, Pernambuco registrou 82 incidentes envolvendo tubarões, com a maioria concentrada no litoral continental e na Região Metropolitana do Recife. Um trecho de 33 quilômetros de praia, da Praia do Paiva até a Praia do Farol, é considerado uma área de atenção especial para ataques.
Medidas de segurança
Um decreto estadual proíbe atividades náuticas nesse trecho de 33 km, mas o banho de mar não é totalmente proibido. Existe um local específico, na Praia de Piedade, onde o banho é legalmente proibido. Além disso, 150 placas de sinalização foram instaladas ao longo do litoral de Pernambuco, alertando sobre os riscos de ataques de tubarões.
Recentemente, o governo de Pernambuco anunciou a retomada do monitoramento de tubarões no litoral, utilizando microchips para acompanhamento, especialmente no trecho prioritário de 33 km de praias. A ampliação desse monitoramento é uma prioridade para garantir a segurança dos frequentadores das praias.