Banco de brasília (brb) afirma estabilidade financeira e avalia venda de ativos após crise do banco master

gray concrete building during daytime Foto: Enrique Amaya (Unsplash)

Banco de Brasília (BRB) afirma estabilidade financeira

O Banco de Brasília (BRB) anunciou, nesta segunda-feira (19), que não há risco de intervenção e que possui “suficiência patrimonial” para enfrentar os efeitos das investigações relacionadas ao Banco Master. Controlado pelo governo do Distrito Federal, o BRB está considerando a venda de ativos recuperados do banco privado para fortalecer sua posição financeira.

A declaração do BRB surge em meio a reportagens que sugerem a urgência de um aporte de capital. O banco afirmou que qualquer ação para recomposição de capital será considerada somente após a conclusão das auditorias independentes e das análises do Banco Central.

Esclarecimentos sobre aporte de capital

O Ministério da Fazenda negou que o ministro Fernando Haddad tenha discutido com o governo do Distrito Federal ou com a direção do BRB a necessidade de um aporte imediato. O ministério esclareceu que não houve cobrança de prazos para um possível socorro financeiro ao banco estatal, apesar das notícias que indicavam essa urgência.

Auditorias e análise da situação financeira

O BRB informou que a auditoria independente e a supervisão do Banco Central ainda estão apurando eventuais prejuízos. Por isso, o banco não divulgou o balanço do terceiro trimestre e não há dados públicos atualizados sobre sua situação financeira. O BRB destacou que todas as operações relacionadas ao caso estão sendo investigadas por um escritório independente, sob supervisão das autoridades competentes.

O BRB foi impactado pela crise do Banco Master, que está sob investigação por suspeitas de fraudes em carteiras de crédito. Informações do Banco Central indicam que o BRB adquiriu R$ 12,2 bilhões em carteiras consideradas fraudulentas, que estão sendo avaliadas.

Além disso, o BRB investiu mais de R$ 5 bilhões no Banco Master através de diversas operações. A nova administração do BRB, que assumiu em 2022, está avaliando o impacto dessas operações realizadas entre 2024 e 2025.

Essas operações levaram o BRB a descumprir temporariamente os limites prudenciais exigidos pelo Banco Central, ficando fora dos parâmetros adequados por pelo menos dois meses, em janeiro e fevereiro de 2025. O BC impôs restrições a novas aquisições de ativos financeiros e solicitou um plano de solução no prazo de seis meses a partir de outubro do ano passado.

Apesar do cenário desafiador, a possibilidade de um aporte de recursos pelo Governo do Distrito Federal pode aumentar a capacidade do BRB de enfrentar a crise. Contudo, a instituição reafirmou que não recebeu determinação formal do Banco Central para um aporte imediato.

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