Dólar cai para r$ 5,36: emprego nos EUA decepciona

a street sign that reads dollar general at night Foto: Osarugue Igbinoba (Unsplash)

Dólar fecha em queda após dias de alta

No dia 9 de janeiro de 2026, o mercado financeiro brasileiro respirou aliviado com a queda do dólar, que encerrou o dia cotado a R$ 5,365. Essa desvalorização da moeda americana representa um recuo de R$ 0,024, ou 0,44%, e marca o menor valor desde o início de dezembro do ano passado. Apesar de uma leve perda de força ao longo do dia, a bolsa de valores teve um desempenho positivo, recuperando os 163 mil pontos.

Dados de emprego nos EUA impactam o mercado

A cotação do dólar começou o dia estável, mas sofreu uma queda significativa após a divulgação de dados do mercado de trabalho nos Estados Unidos. A informação de que a economia estadunidense criou apenas 50 mil empregos em dezembro foi recebida com certa apreensão pelos investidores, especialmente porque o número ficou abaixo das expectativas. Essa situação abre possibilidades para um corte de juros pelo Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, que pode ocorrer já no início de 2026.

Na mínima do dia, por volta das 14h, a moeda americana chegou a ser negociada a R$ 5,35. Essa queda é significativa, considerando que o dólar já havia apresentado uma alta de 2,89% em dezembro de 2025. Em janeiro de 2026, até o momento, a divisa já registra uma desvalorização de 2,24% e acumula uma queda de 11,18% no ano passado.

Mercado de ações apresenta recuperação

O mercado de ações também viu um dia favorável. Após uma queda de 1,03% na quinta-feira anterior, o Ibovespa fechou em alta nesta sexta-feira, registrando 163.370 pontos e um aumento de 0,27%. Durante o dia, o índice chegou a subir 0,81%, mas perdeu força ao longo da tarde, refletindo a volatilidade típica do mercado financeiro.

No total, a bolsa brasileira apresentou uma alta de 1,76% na semana e acumula um crescimento de 1,39% em 2026. A movimentação do mercado foi influenciada tanto por fatores internos quanto externos, especialmente as expectativas sobre a política monetária dos Estados Unidos.

Além dos dados de emprego, a alta de 2% no preço do petróleo no cenário internacional também contribuiu para a valorização do real. Em relação à economia interna, os dados de inflação do ano anterior ajudaram a sustentar a cotação do dólar. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou 2025 em 4,26%. Apesar disso, a pressão sobre os preços, especialmente no setor de serviços, sugere que o Banco Central brasileiro pode esperar até março para iniciar cortes nas taxas de juros.

Os juros mais altos no Brasil têm atraído investimentos estrangeiros, mas essa situação também gera um efeito colateral: a migração de capitais para a renda fixa, o que pode afetar negativamente a força da bolsa de valores.

As movimentações do mercado financeiro são, portanto, um reflexo não só das condições econômicas internas, mas também de tendências globais, que continuam a influenciar diretamente a economia brasileira.

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    Jaqueline Silva é produtora de conteúdo no i9artigos.com, especializada em política, atualidades e fatos curiosos do mundo. Com olhar analítico e habilidade em transformar informações complexas em explicações acessíveis, ela acompanha diariamente os principais acontecimentos nacionais e internacionais para oferecer conteúdo confiável, contextualizado e relevante. Sua produção combina pesquisa rigorosa, atenção a detalhes e compromisso com a clareza, ajudando o leitor a compreender temas importantes e as tendências que moldam a sociedade.

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