Finep e Firjan lançam programa de R$ 3,3 bilhões para inovação
No dia 10 de fevereiro de 2026, a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) anunciaram o programa “Finep pelo Brasil”. Este programa visa percorrer 100 cidades, incluindo capitais e municípios do interior, até 10 de abril de 2026.
O lançamento ocorreu na Casa Firjan, no Rio de Janeiro, e tem como objetivo divulgar linhas de crédito, subvenções e outros apoios disponíveis para empresas, cooperativas e instituições científicas. A iniciativa busca reduzir desigualdades regionais e facilitar o acesso a recursos.
Recursos para inovação
A Finep disponibilizou 13 editais de chamadas públicas, totalizando R$ 3,3 bilhões em recursos não reembolsáveis para projetos alinhados à Nova Indústria Brasil (NIB). Esses recursos são uma oportunidade valiosa, pois não precisam ser devolvidos e estão abertos a empresas de todos os portes.
“O objetivo é promover a reindustrialização nacional com foco em sustentabilidade e autonomia tecnológica”, afirmou a agência.
Os setores contemplados incluem agroindústria, saúde, infraestrutura, transformação digital, transição energética e defesa nacional. Os financiamentos cobrem despesas com pessoal, consultoria, equipamentos e materiais.
Desafios e oportunidades para a indústria
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, destacou a concentração de crédito na indústria paulista como um desafio. Ela enfatizou a importância de estimular empresas de base tecnológica a buscar recursos para inovação, afirmando que “a ciência deve sair do papel”.
Luiz Antônio Elias, presidente da Finep, ressaltou que integrar competências é essencial para transformar conhecimento em inovação. “A inovação deve ser uma estratégia, não uma exceção”, afirmou.
A parceria com o sistema Firjan Senai Sesi visa transformar fomento em projetos concretos de desenvolvimento tecnológico e competitividade. Luiz Césio Caetano, presidente da Firjan, destacou a relevância da subvenção econômica para enfrentar o baixo investimento em inovação no Brasil.
“Atualmente, o Brasil investe apenas 1,2% do PIB em pesquisa e desenvolvimento, muito abaixo de países como Coreia do Sul e Japão”, concluiu.