Haddad destaca possível maior fraude bancária do Brasil

man standing in front of door Foto: Letícia Fracalossi (Unsplash)

O caso Banco Master e suas implicações

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o caso envolvendo o Banco Master pode ser considerado a maior fraude bancária da história do Brasil. Em declaração feita na terça-feira, 13, Haddad ressaltou a importância de um acompanhamento minucioso por parte do governo em relação às ações do Banco Central (BC), especialmente desde que foi decretada a liquidação da instituição financeira.

“O caso [Master] inspira muito cuidado, podemos estar diante da maior fraude bancária da história do país. Portanto, precisamos tomar todas as precauções necessárias, garantindo espaço para a defesa se explicar, mas ao mesmo tempo agindo firmemente em defesa do interesse público”, declarou o ministro ao chegar ao Ministério da Fazenda.

Desde a decretação da liquidação do Banco Master, Haddad tem mantido um diálogo constante com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e fez questão de expressar publicamente seu apoio ao trabalho realizado pelo BC neste contexto.

Articulação com o TCU

Haddad também revelou que discutiu o assunto com o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo. Segundo o ministro, houve avanços significativos na comunicação entre os órgãos de controle e o Banco Central, o que é essencial para a transparência e a eficácia do processo de apuração.

Em uma reunião ocorrida na segunda-feira, 12, entre Galípolo, Vital do Rêgo e o relator da apuração no TCU, Jhonatan de Jesus, foi possível perceber uma convergência sobre os procedimentos que o BC está adotando na liquidação do Banco Master. Haddad comentou: “Aparentemente, houve uma boa convergência em relação à leitura dos fatos e à importância da apuração”.

Impacto sobre o sistema financeiro

Ao abordar os desdobramentos do caso, o ministro enfatizou a relevância do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que tem a responsabilidade de proteger os depositantes em situações de falência bancária. Ele destacou que o FGC é financiado não apenas por bancos privados, mas também por instituições públicas, como o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal.

Haddad lembrou que, após a liquidação do Banco Master, o FGC deve garantir depósitos elegíveis de até R$ 250 mil por pessoa física, conforme as normas vigentes. O episódio reforça a necessidade de mecanismos que protejam tanto o sistema financeiro quanto os correntistas. Para o ministro, uma investigação completa do caso é crucial para esclarecer as responsabilidades e prevenir que incidentes semelhantes ocorram no futuro.

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