Fórum Econômico Mundial: um encontro de líderes
Começa nesta segunda-feira (19), em Davos, na Suíça, o Fórum Econômico Mundial. Este evento, que já ocorre há 55 anos, é um importante ponto de encontro para líderes políticos e executivos de empresas das principais economias do mundo. O tema do Fórum neste ano é “Um Espírito de Diálogo”, com o objetivo de promover a cooperação entre representantes de governos, empresários e organizações de diversos setores.
A expectativa é de que mais de 3 mil delegados de mais de 130 países participem do evento, incluindo 64 chefes de Estado e de governo, conforme informações divulgadas pela organização. A ministra da Gestão e da Inovação dos Serviços Públicos do Brasil, Esther Dweck, representará o país na ocasião.
Debates e colaborações no Fórum
Durante o Fórum, Esther Dweck terá a oportunidade de participar de diferentes debates e discussões. Um dos principais eventos em que ela estará envolvida é a reunião do Global Digital Collaboration (GDC). Este grupo reúne governos, sociedade civil, organismos internacionais e empresas com foco em desenvolver soluções digitais que possam beneficiar a sociedade como um todo. Vale lembrar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de edições anteriores do evento, mas não estará presente em Davos neste ano.
Concentração de riqueza: um tema em destaque
Um relatório divulgado nesta segunda-feira pela Oxfam Brasil, em função da abertura do Fórum, traz à tona uma questão alarmante: a riqueza dos bilionários cresceu mais de 16% em 2025. Esse aumento é três vezes superior à média dos últimos cinco anos, alcançando a impressionante cifra de US$ 18,3 trilhões, um recorde na história. O estudo destaca que, desde 2020, a riqueza dos bilionários aumentou em 81%, enquanto, por outro lado, uma em cada quatro pessoas no mundo não tem acesso regular a alimentos suficientes, e quase metade da população mundial vive em condições de pobreza.
Além disso, o relatório aponta que o aumento da riqueza coletiva em US$ 2,5 trilhões, entre 2024 e 2025, seria suficiente para erradicar a pobreza extrema 26 vezes. Esses dados revelam um contraste gritante entre a crescente concentração de riqueza nas mãos de poucos e as dificuldades enfrentadas pela maioria da população global, o que certamente será um dos tópicos debatidos durante o Fórum em Davos.