Ministro do Trabalho prevê redução da jornada em 2026

a person lying on the ground Foto: Qian Shawn (Unsplash)

Ministro do Trabalho fala sobre a redução da jornada

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou nesta terça-feira (30) que o ano de 2026 pode ser propício para a aprovação, pelo Congresso Nacional, da redução da jornada semanal de trabalho para 40 horas e o fim da escala 6×1, que exige que o empregado trabalhe seis dias consecutivos para um de descanso. Durante uma coletiva de imprensa para anunciar dados sobre empregos formais gerados em novembro, o ministro destacou que a mobilização social pode ser um fator crucial para o avanço dessa proposta, especialmente em um ano eleitoral.

“A jornada de trabalho, até por ser um ano eleitoral, talvez até facilite [a aprovação], em vez de ser difícil. Vai depender muito de como as categorias, de como a classe [trabalhadora] se mobiliza”, analisou Marinho.

Contexto atual e comparações

O ministro fez uma comparação entre a discussão sobre a redução da jornada de trabalho e a recente aprovação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês, que foi aprovada por unanimidade nas duas Casas do Congresso no segundo semestre de 2025. Marinho ressaltou que o debate sobre o Imposto de Renda enfrentou resistência, mas a pressão das ruas influenciou a decisão dos parlamentares.

“Ali [no Congresso] era hostil o debate de aprovar o Imposto de Renda do jeito que foi aprovado, com a parte de cima tendo que pagar a diferença. Passou pelo calor das ruas. Aquela unanimidade congressual, na Câmara e no Senado, foi uma unanimidade forçada”, observou.

Segundo Luiz Marinho, a economia brasileira já está madura o suficiente para suportar uma redução da jornada semanal máxima de trabalho. Ele enfatizou que essa mudança não apenas beneficiaria os trabalhadores, mas também poderia trazer vantagens para as empresas e a economia como um todo.

“É plenamente possível fazer a redução da jornada máxima para 40 horas semanais e buscar um espaço de eliminar a [escala] 6×1, que é a grande bandeira, em especial da nossa juventude”, insistiu o ministro.

Negociações coletivas e impacto no mercado de trabalho

Marinho também destacou a importância das negociações coletivas entre sindicatos e empresas, que poderiam facilitar a transição para novas jornadas de trabalho sem prejudicar setores que precisam operar em regime de 24 horas, como saúde e serviços essenciais. Ele acredita que o diálogo entre trabalhadores e empregadores é fundamental para encontrar soluções que atendam a todos.

“Não tem nenhuma lei que vai fazer enquadramento de grade de jornada propiciando que uma entidade, uma fábrica, uma atividade de saúde, qualquer atividade, trabalhe 24 horas por dia. As duas partes da mesa, trabalhadores e empregadores, sentam e seguramente vão compor da maneira mais serena possível. Portanto, ano eleitoral não vejo como impedimento que se avance nesse debate”, ponderou Marinho.

O ministro ressaltou a necessidade de um debate saudável, sem rivalidades políticas, para que as propostas sejam analisadas de forma construtiva, considerando os benefícios que uma nova jornada de trabalho pode trazer para empresas, trabalhadores e o ambiente de trabalho em geral.

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  • converted 1 Ministro do Trabalho prevê redução da jornada em 2026 I9 Artigos

    Jaqueline Silva é produtora de conteúdo no i9artigos.com, especializada em política, atualidades e fatos curiosos do mundo. Com olhar analítico e habilidade em transformar informações complexas em explicações acessíveis, ela acompanha diariamente os principais acontecimentos nacionais e internacionais para oferecer conteúdo confiável, contextualizado e relevante. Sua produção combina pesquisa rigorosa, atenção a detalhes e compromisso com a clareza, ajudando o leitor a compreender temas importantes e as tendências que moldam a sociedade.

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