Investigação da Polícia Federal em Macapá
Nesta sexta-feira (5), a Polícia Federal cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em Macapá, capital do Amapá. A ação investiga a aplicação de R$ 400 milhões do Regime Próprio de Previdência Social do Estado do Amapá (RPPS/AP) em investimentos no Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central em 2022. Essa situação levanta preocupações sobre a gestão dos recursos públicos.
Operação Zona Cinzenta
A operação, chamada Zona Cinzenta, investiga possíveis irregularidades cometidas pelos gestores da Amapá Previdência, a Amprev. Os mandados foram expedidos pela 4ª Vara de Justiça Federal e buscam esclarecer os motivos que levaram à aprovação de investimentos de alto risco. Suspeitas de crimes relacionados à gestão temerária e fraudulenta estão sendo apuradas.
Protegendo os recursos dos segurados
A Amprev informa que cerca de 30 mil segurados estão ativos, além de 2.100 beneficiários civis e militares, entre aposentados e pensionistas, que dependem do sistema previdenciário. A autarquia assegura que os recursos dos segurados estão protegidos e que obteve uma vitória judicial em uma ação contra o Banco Master.
O presidente da Amprev, Jocildo Lemos, destacou que a 2ª Vara de Fazenda Pública de Macapá autorizou a retenção dos valores dos empréstimos consignados que deveriam ser repassados ao Banco Master. “Esses recursos ficarão provisionados em conta específica no Banco do Brasil, sob fiscalização do Judiciário, até o julgamento final do processo”, explicou Lemos.
A decisão judicial também impede o Banco Master de cobrar qualquer quantia dos servidores, aposentados e pensionistas que possuem empréstimos consignados. A Amprev garantiu que os valores retidos não serão utilizados, permanecendo depositados em uma instituição financeira idônea, com prestação de contas ao Judiciário a cada 90 dias.