Tesouro Nacional capta US$ 4,5 bi em títulos internacionais

a close up of the national emblem on a door Foto: Daniela Paola Alchapar (Unsplash)

Emissão de títulos soberanos pelo Brasil

Na última segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026, o Tesouro Nacional do Brasil anunciou o resultado de sua primeira emissão de títulos soberanos no mercado internacional deste ano. A operação, realizada nos Estados Unidos, movimentou a expressiva quantia de US$ 4,5 bilhões. Essa emissão incluiu um novo título com vencimento em dez anos, denominado Global 2036, e a reabertura do título Global 2056, que possui um prazo de 30 anos.

O novo título Global 2036, que vence em 22 de maio de 2036, foi emitido no valor de US$ 3,5 bilhões, estabelecendo um volume recorde para papéis de dez anos do Tesouro Nacional. Os investidores receberão juros de 6,4% ao ano, além de um cupom de 6,25% ao ano, que será pago semestralmente, em maio e em novembro.

Detalhes sobre os juros e o spread

O título Global 2036 teve um spread de 220 pontos-base (2,2 pontos percentuais) acima dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos. Esses indicadores de juros e spread são importantes para avaliar o risco associado aos papéis brasileiros no mercado externo. Quanto menores esses valores, menores são as chances de o Brasil não honrar suas dívidas públicas internacionais.

Vale destacar que os juros deste novo título foram superiores aos obtidos na última emissão de títulos de dez anos, realizada em novembro, que ofereceu uma taxa de 6,2% ao ano. O spread também foi maior que os 210,9 pontos-base registrados na emissão anterior.

Global 2056 e demanda dos investidores

Além do Global 2036, o Brasil captou US$ 1 bilhão com o título de 30 anos, conhecido como Global 2056. Este papel pagará juros de 7,3% ao ano, com um cupom de 7,25% ao ano, e um spread de 245 pontos-base (2,45 pontos percentuais) em relação aos títulos de 30 anos do Tesouro dos Estados Unidos. O Tesouro informou que esse spread foi o mais baixo para títulos brasileiros de 30 anos no mercado internacional desde julho de 2014.

Em comparação com a emissão anterior do Global 2056, realizada em setembro do ano passado, tanto os juros quanto o spread diminuíram. Naquela ocasião, o Tesouro havia conseguido uma taxa de 7,5% ao ano e um spread de 252,7 pontos-base.

O Tesouro Nacional também destacou que a operação teve uma demanda 2,7 vezes superior ao volume ofertado, com o livro de ordens atingindo aproximadamente US$ 12 bilhões. Isso significa que o total captado para o Global 2036 foi o maior para títulos internacionais de dez anos desde que o governo brasileiro iniciou suas emissões no exterior.

“Os resultados com alta demanda, alto volume e spreads baixos evidenciam a confiança dos investidores na robustez e atratividade da dívida soberana brasileira, refletindo a percepção favorável do mercado internacional quanto à credibilidade do país”, afirmou o Tesouro em nota oficial.

A operação foi coordenada por importantes instituições financeiras, como HSBC, JP Morgan, Santander e Sumitomo. Os US$ 4,5 bilhões captados serão incorporados às reservas internacionais do Brasil em 19 de fevereiro de 2026.

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  • converted 1 Tesouro Nacional capta US$ 4,5 bi em títulos internacionais I9 Artigos

    Jaqueline Silva é produtora de conteúdo no i9artigos.com, especializada em política, atualidades e fatos curiosos do mundo. Com olhar analítico e habilidade em transformar informações complexas em explicações acessíveis, ela acompanha diariamente os principais acontecimentos nacionais e internacionais para oferecer conteúdo confiável, contextualizado e relevante. Sua produção combina pesquisa rigorosa, atenção a detalhes e compromisso com a clareza, ajudando o leitor a compreender temas importantes e as tendências que moldam a sociedade.

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