Delegação brasileira em Milão-Cortina 2026
A Olimpíada de Inverno Milão-Cortina, marcada para ocorrer entre os dias 6 e 22 de fevereiro de 2026, contará com a participação histórica do Brasil, que enviará 14 atletas em cinco modalidades. A lista oficial, divulgada nesta segunda-feira (19) pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB), traz nomes de destaque como Lucas Pinheiro Braathen no esqui alpino, Nicole Silveira no skeleton e Pat Burgener no snowboard. Este é um marco significativo, pois representa o maior número de atletas brasileiros já registrados em uma Olimpíada de Inverno, superando o recorde anterior de 13 competidores que participaram dos Jogos de Sochi, na Rússia, em 2014. O Brasil, com essa delegação, busca conquistar sua primeira medalha na história das Olimpíadas de Inverno.
Modalidades e atletas convocados
Os atletas brasileiros estarão competindo em várias modalidades. No esqui alpino, Lucas Braathen será acompanhado por Christian Oliveira, Giovanni Ongaro e Alice Padilha. O esqui-cross country contará com Eduarda Ribera, Bruna Moura e Manex Silva como representantes do país. No snowboard halfpipe, Pat Burgener e Agostinho Teixeira representarão o Brasil, enquanto Nicole Silveira será a única atleta brasileira no skeleton. Além disso, no bobsled, já foi confirmado apenas o nome do piloto Edson Bindilatti, que competirá pela sexta vez nos Jogos de Inverno. Os outros integrantes do trenó e um atleta reserva ainda serão anunciados.
Um marco para os esportes de inverno no Brasil
A confirmação de uma delegação recorde é considerada um passo importante para os esportes de inverno no Brasil. Emílio Strapasson, chefe da missão brasileira na Itália, enfatizou que esta conquista é o resultado de um melhor planejamento, estrutura e organização a longo prazo. Ele destacou que os esportes de inverno são essenciais para o Movimento Olímpico, e o Brasil já se estabeleceu como a terceira força nas Américas e a principal na América do Sul nesse contexto. O aumento da visibilidade e do investimento em atletas de modalidades menos tradicionais no país tem gerado frutos, e a expectativa é que essa Olimpíada de Inverno seja um divisor de águas para o futuro do esporte no Brasil.