Nicole Silveira brilha nas Olimpíadas de Inverno
A gaúcha Nicole Silveira conquistou um feito inédito para o Brasil ao alcançar a 11ª colocação no skeleton, durante os Jogos de Inverno que ocorrem nas cidades italianas de Milão e Cortina, no dia 14 de fevereiro de 2026. Este resultado é considerado o melhor desempenho olímpico do Brasil em competições de gelo, superando a performance anterior da própria atleta na edição de 2022, realizada em Pequim, na China, quando ela terminou na 13ª posição.
Entendendo o skeleton e suas emoções
No skeleton, os competidores descem uma pista de gelo em um trenó individual, posicionando-se de bruços e com a cabeça voltada para frente após uma largada em pé. A adrenalina é alta, pois a velocidade dos atletas pode ultrapassar os 140 quilômetros por hora. Cada atleta realiza quatro descidas, sendo duas em um dia e as outras duas no dia seguinte, e o vencedor é aquele que apresentar a menor soma de tempos.
No caso de Nicole, ela obteve um tempo total de 3 minutos e 51 segundos e 82 centésimos, ficando a apenas 42 centésimos de alcançar o top-10 da competição. Durante as descidas, ela registrou tempos de 57 segundos e 93 centésimos na primeira descida, 57 segundos e 85 centésimos na segunda, e 58 segundos e 11 centésimos na terceira. Na quarta e última descida, repetiu a marca da primeira, consolidando assim sua posição final.
Resultados e conquistas no evento
A medalha de ouro foi conquistada pela austríaca Janine Flock, que finalizou sua performance com um tempo total de 3 minutos e 49 segundos e 2 centésimos, enquanto a prata ficou com a alemã Susanne Kreher, campeã mundial em 2023, que completou a prova 30 centésimos atrás. Jacqueline Pfeifer, também da Alemanha, garantiu a medalha de bronze. A belga Kim Meylemans, esposa de Nicole, terminou na sexta posição, destacando ainda mais a competitividade da prova.
Quando analisamos a história das Olimpíadas de Inverno para o Brasil, o desempenho de Nicole é memorável, especialmente se considerarmos que, entre os resultados femininos em esportes de gelo e neve, ele fica atrás apenas do nono lugar conquistado pela carioca Isabel Clark, que se destacou no snowboard cross durante os Jogos de Turim, na Itália, em 2006. Este feito de Nicole também é significativo, pois marca um novo patamar para o Brasil, que viu Lucas Pinheiro Braathen, um norueguês que optou por representar o país de sua mãe, conquistar a primeira medalha de ouro para o Brasil na história das Olimpíadas de Inverno na prova de slalom gigante no mesmo evento.
Nicole, que tem 30 anos, nasceu em Rio Grande, no Rio Grande do Sul, mas se mudou para Calgary, no Canadá, com apenas sete anos, onde teve o primeiro contato com o skeleton. Além de se destacar como atleta de alto rendimento, Nicole também é enfermeira e, durante a pandemia de covid-19 em 2020, compartilhou suas experiências de trabalho nos hospitais, incluindo um hospital infantil, mostrando seu compromisso tanto com o esporte quanto com a saúde pública.