O grupo sul-coreano BTS está enfrentando uma onda de críticas após a exibição de coreografias consideradas sexuais durante os shows da turnê ARIRANG, que ocorre em agosto de 2026. As reações surgiram principalmente nas redes sociais, onde fãs e críticos expressaram desconforto com as performances apresentadas em locais como East Rutherford. O debate gira em torno de como as ações dos membros do grupo são percebidas em comparação com as de idols femininas, levantando questões sobre hipocrisia nas reações do público.
Críticas à coreografia de BTS durante a turnê ARIRANG
A polêmica começou quando um vídeo viralizou nas redes sociais, mostrando os membros do BTS realizando movimentos de hip thrust durante suas apresentações. O vídeo foi compartilhado por um fã que criticou a reação do público em relação a essas coreografias, especialmente em comparação com como as idols femininas são frequentemente atacadas por suas performances. O uso de movimentos considerados sexuais gerou muitas opiniões negativas, com alguns internautas alegando que a coreografia era “desagradável” e que os membros não estavam executando os movimentos de forma adequada.
Os comentários de insatisfação aumentaram rapidamente, com muitos fãs expressando que se sentiam “desconfortáveis” com as apresentações. As reações foram variadas, mas uma parte significativa do público parecia concordar que a execução dos movimentos era desnecessária e não condizia com a imagem que o BTS costuma transmitir. O debate se intensificou quando fãs começaram a apontar a hipocrisia na forma como os membros do grupo são tratados em comparação com as idols femininas, que frequentemente enfrentam críticas severas por menos.
Reações do fandom e comparações com idols femininas
Os fãs do BTS, conhecidos como ARMY, se dividiram em suas opiniões sobre a controvérsia. Enquanto alguns defendem a liberdade de expressão artística e a necessidade de performances impactantes, outros questionam a necessidade de coreografias tão explícitas. Um internauta destacou a discrepância nas críticas, afirmando que a mesma atitude que é celebrada em BTS é condenada quando se trata de idols femininas, chamando a atenção para um padrão problemático na forma como o fandom reage ao comportamento dos artistas.
Além das críticas, houve também um clamor por uma discussão mais ampla sobre a sexualização de idols no K-pop. Muitos argumentam que, se os movimentos de BTS são aceitos, então o mesmo deveria ser aplicado para as idols femininas, que muitas vezes são chamadas de nomes depreciativos por adotar estilos de dança semelhantes. A situação gerou um debate saudável sobre igualdade e respeito dentro do fandom. As conversas nas redes sociais revelaram que muitos fãs desejam que a indústria do K-pop trate todos os artistas com o mesmo padrão, independentemente de seu gênero.
Esta controvérsia não é a primeira vez que o BTS é alvo de críticas por suas performances. O grupo, ao longo de sua carreira, sempre buscou desafiar normas e expandir os limites do que é aceitável no K-pop. Contudo, o fato de que suas ações ainda geram debates tão acalorados demonstra que a cultura de idolatria no K-pop é complexa e repleta de nuances. As reações dos fãs e críticos refletem não apenas a percepção sobre o grupo, mas também as expectativas e normas sociais em evolução na indústria da música.





