Darren Woods e a inviabilidade de investimentos na Venezuela
Na última sexta-feira (9), o CEO da ExxonMobil, Darren Woods, se reuniu com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para discutir investimentos na Venezuela. Woods apresentou uma análise preocupante sobre as condições do setor na nação sul-americana, concluindo que, no momento, investir no país é inviável.
“As estruturas legais e comerciais vigentes hoje na Venezuela tornam o país inviável para investimentos”, afirmou Woods em uma postagem oficial da ExxonMobil, a maior empresa petrolífera dos Estados Unidos.
Desafios do setor petrolífero
Woods destacou que, para que qualquer investimento seja viável, mudanças significativas nas estruturas comerciais e no sistema jurídico da Venezuela são necessárias. Ele enfatizou a importância de estabelecer proteções duradouras para os investimentos e reformar as leis de hidrocarbonetos do país.
Ao final da reunião, Woods expressou disposição para enviar uma equipe ao país, caso receba um convite do governo venezuelano e garantias de segurança. “Acredito que podemos ajudar a levar o petróleo bruto venezuelano ao mercado e obter um preço justo”, declarou.
Expectativas de mudanças e histórico da ExxonMobil
O CEO da ExxonMobil também manifestou confiança de que um trabalho conjunto entre os governos dos EUA e da Venezuela poderia resultar em mudanças benéficas. No entanto, deixou claro que não possui uma opinião formada sobre o governo venezuelano atual: “Não temos opinião formada sobre o governo atual”, ressaltou Woods.
Ele reconheceu que o petróleo é vital para a receita do país e que qualquer operação deve beneficiar a população local. Woods lembrou que a ExxonMobil começou suas operações na Venezuela na década de 1940, mas se retirou há 20 anos devido a dificuldades, incluindo a nacionalização de seus ativos em duas ocasiões.
Woods finalizou afirmando que, para a ExxonMobil considerar um novo investimento no país, seriam necessárias mudanças significativas do ponto de vista legal e comercial. “Uma nova entrada exigiria mudanças bastante significativas em relação ao que vimos historicamente aqui e à situação atual”, concluiu.
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