Contradições em acareação entre daniel vorcaro e paulo henrique costa sobre fraudes no brb

a bank sign lit up in the dark Foto: POURIA 🦋 (Unsplash)

Contradições em Acareação

No dia 30 de dezembro de 2025, uma acareação realizada pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR) revelou depoimentos contraditórios entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa. O ministro Dias Toffoli, relator do inquérito, determinou o evento para investigar fraudes no Banco Master e a possível aquisição de ativos pelo BRB.

Origem dos Créditos

Durante o depoimento, Vorcaro afirmou que as carteiras de crédito da empresa Tirreno, associada ao Banco Master, eram originadas de investimentos de terceiros, e não pertenciam ao banco. Ele alegou que essa informação foi comunicada ao BRB durante as negociações para a compra dos ativos.

“Anunciamos que faríamos a venda de originadores terceiros. Conversamos sobre um novo formato de comercialização, que seria originada de terceiros, não mais originação própria”, disse Vorcaro.

Em contrapartida, Costa contradisse essa afirmação, alegando que lhe foi informado que os créditos eram, na verdade, de propriedade do Banco Master.

“No meu entendimento, eram carteiras originadas pelo Master, que haviam sido vendidas ou negociadas com terceiros e que o Master estava recomprando e revendendo para a gente [BRB]”, declarou Costa.

Desdobramentos das Investigações

As investigações da PF indicam que a empresa Tirreno funcionava como uma “empresa de fachada”, destinada a simular operações de compra e venda de créditos. Em dezembro de 2025, Toffoli decidiu que a investigação sobre o Banco Master prosseguirá no Supremo Tribunal Federal (STF), uma vez que um deputado federal foi citado nas apurações, garantindo foro privilegiado ao parlamentar.

Além disso, em novembro de 2025, Vorcaro e outros envolvidos foram alvos da Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF para investigar a concessão de créditos falsos pelo Banco Master. Essa operação também analisou a tentativa de compra da instituição financeira pelo BRB, um banco público vinculado ao governo do Distrito Federal. As fraudes apuradas podem alcançar a cifra de R$ 17 bilhões.

Com a evidência de fraude, o Banco Master foi liquidado pelo Banco Central. O caso gera repercussões significativas no setor financeiro e político, dada a magnitude dos recursos envolvidos e a gravidade das acusações. A sociedade aguarda desdobramentos e transparência no processo judicial.

Autor

  • gustavo capaldi

    Gustavo Capaldi é produtor de conteúdo no i9artigos.com, onde cria materiais aprofundados sobre automotivo, games, tecnologia, cultura geek, cinema, séries, marketing, negócios, criptomoedas e inovação. Com mais de uma década estudando comportamento digital, evolução tecnológica e estratégias de mercado, ele transforma temas complexos em conteúdos claros, confiáveis e relevantes, sempre com pesquisa sólida, atenção aos detalhes e compromisso com a qualidade.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *