Brasil condena novas medidas de Israel que favorecem ocupação na Cisjordânia
O Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil emitiu uma nota oficial criticando as recentes ações do governo de Israel. Essas ações facilitam a ocupação de terras palestinas na Cisjordânia por cidadãos israelenses. O governo brasileiro argumenta que tais medidas promovem a expansão de assentamentos ilegais e aumentam a ingerência israelense sobre o território palestino ocupado.
Medidas israelenses aprovadas
As medidas, aprovadas em 8 de fevereiro de 2026, permitem a aquisição de imóveis na Cisjordânia por cidadãos israelenses. Isso ocorre através de uma revisão das regras de registro de terras. Além disso, novas atribuições administrativas e de fiscalização foram conferidas a agências do governo israelense. O Itamaraty, em nota divulgada nesta terça-feira (10), classifica essas ações como uma “flagrante violação do direito internacional”. A Corte Internacional de Justiça (CIJ) considera ilegal a presença de Israel na Cisjordânia ocupada e já determinou que Israel deve cessar imediatamente qualquer nova atividade em assentamentos.
Reações das organizações palestinas
A Autoridade Palestina e o Hamas reagiram fortemente às novas medidas do governo israelense. Eles as consideram uma política colonialista de anexação de terras palestinas. O Hamas fez um apelo à juventude palestina, instando-a a intensificar a resistência contra a ocupação e os colonos israelenses. A organização destacou a importância de frustrar os projetos de anexação e deslocamento forçado que ameaçam a existência do povo palestino.
O governo brasileiro também pediu que Israel evite ações que possam ser interpretadas como anexação do território palestino. Ressaltou a importância da viabilidade da solução de dois Estados e da construção de uma paz justa e sustentável na região do Oriente Médio.
As tensões entre Israel e Palestina permanecem complexas e desafiadoras, impactando diretamente a vida de milhares de pessoas na região. A comunidade internacional observa atentamente, na esperança de que um diálogo construtivo possa levar a uma resolução pacífica e duradoura do conflito.