China e Rússia condenam ataque dos EUA na Venezuela

An aerial view of a city with mountains in the background Foto: Edgardo Ibarra (Unsplash)

Condenação do ataque militar dos EUA

Representantes da China e da Rússia manifestaram sua forte condenação ao ataque militar realizado pelos Estados Unidos na Venezuela, ocorrido no sábado (3). Durante uma reunião de emergência convocada pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta segunda-feira (5), ambos os países pediram a libertação imediata do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.

O embaixador chinês na ONU, Fu Cong, expressou o profundo choque da China em relação à ação militar norte-americana, considerando-a ilegal e caracterizando-a como um ato de bullying. Segundo ele, a comunidade internacional tem demonstrado preocupações crescentes acerca das sanções e ameaças que os Estados Unidos impuseram à Venezuela, desconsiderando a soberania do país e infringindo o princípio da não-interferência em assuntos internos.

Reações da Rússia e a situação atual

Da mesma forma, o representante da Rússia na ONU, Vasily Nebenzya, manifestou sua indignação com a situação. Ele enfatizou que o início do ano foi marcado por uma notável falta de respeito às normas internacionais, especialmente no que diz respeito à não intervenção em assuntos de outras nações. Nebenzya afirmou que o sequestro de Maduro, que levou à morte de muitos cidadãos venezuelanos e cubanos, é um sinal alarmante de um retrocesso em um mundo que deveria ser regido por leis e normas.

“Não há justificativa para os crimes cometidos pelos Estados Unidos em Caracas. Nós condenamos firmemente a agressão dos Estados Unidos contra a Venezuela, que está em desacordo com as normas internacionais. Pedimos a libertação imediata de Maduro e sua esposa, pois ele é o presidente legítimo da Venezuela, eleito pelo povo”, disse o diplomata russo.

Solidariedade russa e interesses econômicos

Vasily Nebenzya também destacou a solidariedade do povo russo com os venezuelanos diante da agressão externa. Ele reiterou o apoio incondicional ao governo bolivariano da Venezuela, enfatizando que a situação atual é uma demonstração clara da busca americana por recursos, como o petróleo venezuelano, e do imperialismo dos EUA na América Latina.

“É crucial que a comunidade internacional se una contra os métodos de uso da força empregados pelos norte-americanos, como demonstrado no caso da Venezuela”, concluiu Nebenzya.

O ataque militar resultou na retirada forçada de Maduro e sua esposa do território venezuelano, em uma operação que causou a morte de membros das forças de segurança do presidente e provocou explosões em Caracas, a capital. Maduro e sua esposa foram levados para Nova York, onde o governo dos Estados Unidos afirma que ele deve responder por acusações relacionadas ao tráfico internacional de drogas.

Atualmente, o casal está detido em um presídio federal no Brooklyn, onde aguardam uma audiência de custódia na Justiça norte-americana. Eles serão oficialmente notificados sobre os supostos crimes que estão sendo imputados.

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