Cláudio Castro exonera presidente da Rioprevidência após

Lego police officer holding a baton against dark background Foto: Addy Spartacus (Unsplash)

Exoneração de Deivis Marcon Antunes

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), tomou a decisão de exonerar o advogado Deivis Marcon Antunes do cargo de diretor-presidente do Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro, conhecido como Rioprevidência. O ato de exoneração foi oficialmente publicado no Diário Oficial na última terça-feira, 23 de janeiro de 2026.

A exoneração ocorreu logo após Antunes anunciar sua renúncia. O ex-diretor-presidente foi alvo de uma operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal em sua residência, o que gerou grande repercussão na mídia e na política local.

Operação Barco de Papel

A operação, denominada Barco de Papel, foi autorizada pela 6ª Vara Federal Criminal e teve como objetivo investigar suspeitas de operações financeiras irregulares que poderiam comprometer o patrimônio da autarquia responsável pela gestão das aposentadorias e pensões dos servidores públicos do estado do Rio de Janeiro. Em nota, a Polícia Federal afirmou que as ações visam proteger os interesses dos contribuintes e garantir a integridade financeira do fundo.

Além de Deivis Marcon Antunes, a ação da Polícia Federal também se estendeu a outros ex-diretores da Rioprevidência, como Eucherio Lerner Rodrigues, que ocupou o cargo de diretor de Investimentos, e Pedro Pinheiro Guerra Leal, que foi diretor interino de Investimentos. A operação gerou apreensões significativas em suas residências.

Apreensões e Investigações em Curso

Durante as buscas, a Polícia Federal apreendeu na casa de Antunes um veículo de luxo blindado, R$ 7 mil em espécie, um pen drive, um relógio e documentos que passarão por perícia. Na residência de Rodrigues, foram encontrados R$ 3,5 mil em espécie, um veículo de luxo, celulares, notebooks, pen drives e HDs, além de uma série de documentos relevantes para a investigação.

As investigações da PF começaram em novembro do ano anterior, e estão focadas na aplicação de R$ 970 milhões pela Rioprevidência em títulos do Banco Master, que são letras financeiras. Até o momento, foram identificados nove aportes realizados entre novembro de 2023 e julho de 2024, levantando suspeitas sobre a gestão dos recursos do fundo.

As ações dos dirigentes da Rioprevidência e do Banco Master podem caracterizar crimes contra o sistema financeiro nacional, incluindo gestão fraudulenta, desvio de recursos e associação criminosa, conforme detalha a nota oficial da Polícia Federal. Essas revelações provocaram uma onda de críticas e questionamentos sobre a transparência e a responsabilidade na gestão dos fundos públicos.

Antes da exoneração, a assessoria da Rioprevidência havia negado qualquer irregularidade nas transações realizadas com o Banco Master, assegurando que os pagamentos a aposentados e pensionistas estavam sendo realizados normalmente e sem interrupções.

A situação continua a evoluir, e novas informações podem surgir à medida que as investigações prosseguem. A exoneração de Antunes e as apreensões feitas pela Polícia Federal marcam um capítulo importante na história recente da previdência pública no estado do Rio de Janeiro, gerando um debate necessário sobre a ética e a responsabilidade na administração pública.

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    Jaqueline Silva é produtora de conteúdo no i9artigos.com, especializada em política, atualidades e fatos curiosos do mundo. Com olhar analítico e habilidade em transformar informações complexas em explicações acessíveis, ela acompanha diariamente os principais acontecimentos nacionais e internacionais para oferecer conteúdo confiável, contextualizado e relevante. Sua produção combina pesquisa rigorosa, atenção a detalhes e compromisso com a clareza, ajudando o leitor a compreender temas importantes e as tendências que moldam a sociedade.

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