Lula assina pacto e destaca papel dos homens contra

a woman holding a sign that says oh unwakes entreplate ephn Foto: Evita Paraskevopoulou (Unsplash)

A luta contra o feminicídio e o papel dos homens

Ao assinar o decreto que institui o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfatizou que o combate ao feminicídio e a todas as formas de violência contra a mulher deve ser uma responsabilidade coletiva da sociedade, mas principalmente dos homens. Durante a cerimônia realizada no Palácio do Planalto, Lula destacou que não é suficiente apenas não ser um agressor. “Cada homem deste país tem uma missão a cumprir”, afirmou.

O pacto visa estabelecer atuações coordenadas e permanentes entre os Três Poderes, com o objetivo de prevenir a violência contra meninas e mulheres em todo o Brasil. Segundo Lula, é a primeira vez que se reconhece que a responsabilidade na luta pela defesa das mulheres não recai exclusivamente sobre elas. “Estamos dizendo que este é um tema que deve ser discutido nas fábricas e nas assembleias de trabalhadores”, ressaltou o presidente.

Conscientização e educação como ferramentas de mudança

Lula também manifestou a importância da conscientização desde a infância, ressaltando que é dever dos educadores abordar esse tema nas escolas, desde a creche até a universidade. “Estamos criando a possibilidade de uma nova civilização, onde o que importa não é o sexo, mas o comportamento e o respeito”, acrescentou.

Durante sua fala, o presidente lembrou que o ambiente doméstico é um local frequente de violência contra as mulheres, com muitas morrendo pelas mãos de atuais ou ex-parceiros, além de desconhecidos. Ele ainda destacou que essas mortes são frequentemente causadas por homens que não aceitam a liderança feminina. “As mulheres estão conquistando cada vez mais espaços de liderança no mercado de trabalho e vão conquistar ainda mais”, afirmou, reforçando que o lugar da mulher é onde ela desejar estar.

Compromissos e ações futuras

A cerimônia também contou com a participação da primeira-dama, Janja da Silva, que leu a história de uma mulher vítima de agressão por parte de um namorado, que foi espancada em público e não recebeu ajuda de ninguém ao seu redor. “Essa história poderia ser minha ou de qualquer mulher aqui presente”, comentou Janja, fazendo um apelo para que os homens se posicionem ao lado das mulheres vítimas de violência, especialmente em situações de agressão. “Temos todos o compromisso de tornar uma sociedade em que as mulheres possam viver em paz. Queremos vocês, homens, nessa luta, ao nosso lado”, enfatizou.

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, também destacou a importância dessa questão para o governo, ressaltando que o pacto é uma pauta prioritária em diversas áreas. O pacto é um reconhecimento de que a violência contra as mulheres é uma crise estrutural que precisa ser enfrentada de forma integrada.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, reforçou que a mudança não deve se limitar apenas à legislação, mas deve incluir uma transformação nas mentalidades e corações. Ele expressou a urgência e a esperança que o pacto representa, afirmando que “a verdadeira paz não nasce do medo e do silêncio, mas floresce quando há proteção, liberdade e dignidade”.

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    Jaqueline Silva é produtora de conteúdo no i9artigos.com, especializada em política, atualidades e fatos curiosos do mundo. Com olhar analítico e habilidade em transformar informações complexas em explicações acessíveis, ela acompanha diariamente os principais acontecimentos nacionais e internacionais para oferecer conteúdo confiável, contextualizado e relevante. Sua produção combina pesquisa rigorosa, atenção a detalhes e compromisso com a clareza, ajudando o leitor a compreender temas importantes e as tendências que moldam a sociedade.

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