Depoimentos sobre o caso do banco master começam no stf

a building with many windows Foto: José Matute (Unsplash)

Depoimentos sobre o Caso do Banco Master Começam no STF

A Polícia Federal (PF) deu início nesta segunda-feira, 26 de janeiro de 2026, a uma série de depoimentos relacionados ao caso do Banco Master. O relator do processo, ministro Dias Toffoli, determinou que as oitivas sejam realizadas no Supremo Tribunal Federal (STF). As declarações são mantidas em sigilo, gerando grande expectativa sobre as informações que podem ser reveladas.

Pela manhã, Dario Oswaldo Garcia Júnior, diretor de Finanças e Controladora do Banco de Brasília (BRB), foi o primeiro a depor. O BRB, uma instituição financeira estatal do Distrito Federal, está envolvido na controvérsia sobre a negociação de ativos fraudulentos do Banco Master.

Programação dos Depoimentos

Além de Dario, outros depoimentos estão agendados para o mesmo dia, incluindo André Felipe de Oliveira Seixas Maia, diretor de uma das empresas investigadas, e o empresário Henrique Souza e Silva Peretto. Alberto Felix de Oliveira, superintendente executivo de Tesouraria do Banco Master, também será ouvido.

No dia seguinte, 27 de janeiro, deporão Robério Cesar Bonfim Mangueira, superintendente de Operações Financeiras do BRB, e Luiz Antonio Bull, diretor de Compliance do Banco Master. Angelo Antonio Ribeiro da Silva, um dos sócios do Banco Master, e seu ex-sócio Augusto Ferreira Lima serão ouvidos por videoconferência.

Investigações em Andamento

A PF investiga suspeitas graves, incluindo organização criminosa, gestão fraudulenta de instituições financeiras, induzimento de investidores, uso de informações privilegiadas, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro. A gravidade das acusações levanta preocupações sobre a integridade do sistema financeiro brasileiro.

Os depoimentos estão sendo realizados em um curto período de dois dias, contrariando os planos iniciais da PF de coletar informações ao longo de uma semana. Essa decisão gerou descontentamento entre os investigadores, que desejavam mais tempo para aprofundar as oitivas.

Outra decisão polêmica de Toffoli foi a ordem de envio do material apreendido diretamente ao STF, um procedimento incomum. Após críticas, ele recuou e enviou o material para a Procuradoria-Geral da República (PGR), evidenciando a pressão sobre sua condução do caso.

Toffoli também enfrenta questionamentos sobre sua atuação, especialmente após revelações de que viajou em um jatinho particular com um advogado envolvido no caso. Além disso, membros de sua família têm ligações com um fundo de investimentos vinculado ao Banco Master, complicando ainda mais a situação.

As investigações começaram na primeira instância da Justiça Federal, mas foram elevadas ao STF devido a novas evidências. Um documento apreendido mencionava um deputado federal, cuja prerrogativa de foro o levou a ser investigado pelo STF, mas não há confirmação de seu envolvimento até o momento.

As repercussões do caso vão além das questões financeiras, afetando a confiança do público nas instituições financeiras e no sistema de justiça do Brasil. O prolongamento das investigações, prorrogadas por mais 60 dias por Toffoli em 16 de janeiro, indica que a conclusão do caso ainda está distante.

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  • converted 1 Depoimentos sobre o caso do banco master começam no stf I9 Artigos

    Jaqueline Silva é produtora de conteúdo no i9artigos.com, especializada em política, atualidades e fatos curiosos do mundo. Com olhar analítico e habilidade em transformar informações complexas em explicações acessíveis, ela acompanha diariamente os principais acontecimentos nacionais e internacionais para oferecer conteúdo confiável, contextualizado e relevante. Sua produção combina pesquisa rigorosa, atenção a detalhes e compromisso com a clareza, ajudando o leitor a compreender temas importantes e as tendências que moldam a sociedade.

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