Operação conjunta com os EUA
Na noite de sexta-feira, 9 de janeiro de 2026, o governo da Venezuela anunciou o retorno do navio petroleiro Minerva, resultado de uma operação conjunta com os Estados Unidos (EUA). Segundo a PDVSA, a estatal petrolífera venezuelana, a embarcação havia deixado o país sem o devido pagamento ou autorização, levantando preocupações sobre sua operação no exterior.
“Graças a essa primeira exitosa operação conjunta, o navio se encontra navegando em regresso às águas venezuelanas para sua proteção e ações pertinentes”, afirma a nota oficial da PDVSA.
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O presidente dos EUA, Donald Trump, também comentou sobre a situação, informando que, em coordenação com as “autoridades interinas” da Venezuela, o navio-tanque foi apreendido. Em suas redes sociais, Trump destacou: “Este navio-tanque está agora a caminho de volta para a Venezuela, e o petróleo será vendido através do Grande Acordo Energético, que criamos para esse tipo de venda”.
Abertura de embaixadas e a resposta venezuelana
A operação que resultou no retorno do navio Minerva coincidiu com discussões diplomáticas lideradas pela presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez. Ela abordou o “processo diplomático” para a abertura de embaixadas dos Estados Unidos em Caracas, com o objetivo de reafirmar a condenação à agressão que o povo venezuelano tem enfrentado.
“Seu principal objetivo é reiterar nossa condenação à agressão sofrida pelo nosso povo”, escreveu a presidente interina. Neste sábado, 10 de janeiro, a intervenção armada dos EUA, que incluiu o sequestro e a prisão do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, completou uma semana.
Rodríguez enfatizou que a resposta à intervenção dos EUA será conduzida por meio da diplomacia. “Usaremos nossa diplomacia bolivariana de paz para defender a estabilidade, o futuro e nossa sagrada soberania”, declarou.
Proteção do povo e retorno de líderes
Delcy Rodríguez reafirmou que o foco do governo é proteger o povo venezuelano e garantir o retorno de Nicolás Maduro e Cilia Flores. A presidente interina mencionou que esse processo será realizado com “paciência e determinação estratégica”, destacando a importância de um enfoque diplomático e pacífico para enfrentar as tensões atuais.
Essa situação revela a complexidade da política venezuelana e a intersecção das relações internacionais em um cenário de tensões geopolíticas. O retorno do navio Minerva e o processo diplomático em andamento são indicativos de como a Venezuela tenta equilibrar sua soberania com as pressões externas, especialmente em relação aos Estados Unidos.