Ministério da saúde adiciona 760 enfermeiros obstétricos ao sus

a woman laying in a hospital bed next to a man Foto: National Cancer Institute (Unsplash)

Ministério da Saúde adiciona 760 enfermeiros obstétricos ao SUS

O Ministério da Saúde anunciou a inclusão de 760 novos enfermeiros obstétricos no Sistema Único de Saúde (SUS), formados pelo curso de Especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, iniciado em novembro de 2025. Este investimento de R$ 17 milhões visa suprir a carência de especialistas na área, considerando que o Brasil possui apenas 13 mil enfermeiros obstétricos, evidenciando uma necessidade urgente de aumento dessa oferta.

Impacto na assistência obstétrica

Renné Costa, conselheiro do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), afirma que essa medida terá um impacto positivo na assistência obstétrica no Brasil. A proporção atual de enfermeiros obstétricos é alarmantemente baixa, com cerca de quatro médicos para cada enfermeiro obstétrico. Em países desenvolvidos, essa relação é inversa, com quatro enfermeiros para um médico, destacando a falta de profissionais qualificados para atender às demandas de saúde das mulheres, especialmente durante a gravidez e o parto.

Os enfermeiros obstétricos são essenciais para garantir uma assistência humanizada durante o parto, proporcionando segurança e tranquilidade às gestantes. Eles realizam exames, auxiliam no parto e cuidam do recém-nascido, colaborando com os médicos para um atendimento de qualidade.

Desafios na formação

A formação de novos enfermeiros obstétricos deve aumentar não apenas a quantidade, mas também a qualidade do atendimento às mulheres durante a gestação. Entretanto, a realidade ainda apresenta desafios. Segundo a Abenfo, a densidade de enfermeiros obstétricos no Brasil é de apenas cinco por mil nascidos vivos, enquanto em países que adotam um modelo de atenção baseado na enfermagem obstétrica essa taxa varia de 25 a 68 por mil nascidos vivos.

Para que a mudança seja efetiva, é crucial garantir que os novos profissionais tenham prática suficiente para atuar em situações reais de parto. A formação teórica deve ser complementada por experiências práticas que desenvolvam a habilidade e a confiança dos enfermeiros obstétricos na assistência às parturientes.

A Rede Alyne, que coordena o curso, foi lançada em setembro de 2024 e visa reestruturar a assistência materno-infantil no Brasil, com foco na redução da mortalidade materna e neonatal, especialmente entre mulheres negras, garantindo uma atenção humanizada e de qualidade durante a gestação e o parto.

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