Um retorno triunfante
O Cruzeiro fez história ao conquistar, de forma invicta, o bicampeonato da Copa São Paulo de Futebol Júnior, reconhecida como a maior competição de base do futebol brasileiro. Após um hiato de 19 anos, o time mineiro levantou a taça no Estádio do Pacaembu, superando o São Paulo, campeão de 2025. Com um desempenho impressionante, a equipe se destacou ao longo do torneio, contabilizando nove vitórias em nove jogos.
No clímax da final, William foi o responsável por abrir o placar para as “Crias da Toca”, apelido carinhoso dado ao time sub-20 do Cruzeiro. No entanto, o São Paulo não se deixou abater e conseguiu empatar a partida com um gol de Isac no final do primeiro tempo. A emoção se intensificou ainda mais na segunda metade, quando Gustavinho, que havia entrado como substituto, marcou o gol da vitória, garantindo assim o segundo título do Cruzeiro na história da competição.
A trajetória até a final
A campanha do Cruzeiro na Copinha foi marcada por um domínio impressionante. A 56ª edição do torneio começou com a participação de 128 times, divididos em 34 chaves. O Cruzeiro se destacou na primeira fase, terminando na liderança do grupo 13, onde venceu suas partidas contra o Barra-SC, Esporte de Patos e Francana. Com uma performance sólida, a equipe avançou para as fases eliminatórias, onde eliminou Meia-Noite, Ponte Preta, Santos e Guanabara City, até chegar à semifinal, onde superou o Grêmio.
Ao final de 22 dias de competição, as Crias da Toca totalizaram 22 gols marcados e apenas cinco sofridos, mostrando um equilíbrio notável entre ataque e defesa. Com essa conquista, o Cruzeiro igualou o número de títulos da Copinha com times tradicionais como Palmeiras, Nacional-SP, Portuguesa e Ponte Preta. O Corinthians, por sua vez, continua sendo o maior vencedor do torneio, com 11 títulos ao todo.
Momentos marcantes da final
A final, que ocorreu no Estádio do Pacaembu, foi marcada por um equilíbrio que deu o tom à partida. O Cruzeiro mostrou um leve predomínio na construção de jogadas, abrindo o placar aos 11 minutos, após um escanteio bem cobrado por Baptistella. William, que se destacou na final, subiu sozinho para cabecear a bola e marcar o primeiro gol. Após essa abertura no placar, o jogo se tornou ainda mais acirrado, com o Cruzeiro criando diversas oportunidades para ampliar a vantagem, mas esbarrando em defesas brilhantes do goleiro João Pedro, do São Paulo.
Por outro lado, o goleiro do Cruzeiro, Victor Lamourier, também teve seu momento de glória, realizando defesas importantes até que, aos 47 minutos do primeiro tempo, não pôde evitar o gol de empate do São Paulo, marcado por Isac, após uma cobrança de escanteio. A segunda etapa começou com as equipes se fechando na defesa, mas foi Gustavinho, que entrou em campo aos 17 minutos, quem mudaria o rumo da partida. Ele arriscou um chute de longe, que, após tocar na trave, acabou enganando o goleiro adversário e resultou no segundo gol do Cruzeiro.
Apesar das tentativas do São Paulo em buscar o empate, a equipe não conseguiu converter suas chances, e uma revisão do VAR acabou anulando um pênalti que poderia ter mudado o jogo. Com esse resultado, o Cruzeiro administrou a vantagem e garantiu seu lugar na história da competição, celebrando um feito que havia sido aguardado por quase duas décadas.
Com a vitória, o clima de festa tomou conta dos jogadores e torcedores do Cruzeiro, que puderam celebrar não apenas um título, mas também a confirmação do trabalho e da dedicação da equipe ao longo do torneio. A conquista do bicampeonato da Copinha é um marco que certamente será lembrado por muitos anos, colocando o Cruzeiro de volta ao destaque no cenário do futebol juvenil brasileiro.
